Do inicio até a concretização do sonho
Posted by Bruno Costa | Posted on 20:07
0
Por: Bruno Costa
B.C:
Como surgiu seu interesse pela música?
Sanny:
Desde criança gostava de música, gostava de ficar cantando, comecei a assistir a MTV e também através de amigos que me falavam das bandas. Eu não conhecia nada, mas sempre gostei, foi assistindo a emissora que comecei a conhecer as bandas. Comecei escutando pop rock e hoje escuto um som mais pesado que não tem nada a ver com o que escutava.
B.C:
Quais são suas influências?
Sanny:
Joan Jet, que é a minha principal influência e The Distillers, que gosto bastante. Do lado nacional gosto muito da Pitty, tem varias outras, mas essas são as que eu mais gosto.
B.C:
Como começou seu sonho de montar uma banda?
Sanny:
Assistindo MTV, vendo as meninas tocando, pensei: “quero tocar”. Meu patrão viu que era grande a minha vontade e comprou um violão, na verdade ele comprou pra me dar, mas minha mãe não aceitou, sendo assim resolvi paga-lo pelo violão. Então comecei a correr atrás pra montar minha banda.
B.C:
Quais as dificuldades encontradas no caminho?
Sanny:
Encontrei muitas pessoas dizendo que eu não conseguiria e não era capaz, mas sempre seguia em frente, cheguei de ensinar pessoas para poder tocar na banda. Já montei banda com meninas, mas elas desistiram, com meninos nunca passou do ensaio. Depois de oito anos na luta consegui montar minha banda somente com meninas e agora está com um ano e quatro meses, estamos tocando, temos convite pra tocar pra fora e até agora esta dando certo.
B.C:
Você já teve vontade de desistir?
Sanny:
sim, mas meu sonho é mais forte. Sou brasileira e não desisto nunca.
B.C:
Como conheceu as integrantes da banda?
Sanny:
A vocalista foi em um cursinho pré-vestibular que faziamos, a Juliana foi através de um primo que vivia me dizendo que ela tocava, mas não dei credito de primeira , mas fui atrás; ela trouxe a baterista e eu a vocalista. A baixista eu conversei com ela em um show no que a vi tocando numa banda de punk rock, pensei que não fosse aceitar, mas aí aconteceu.
B.C:
Sobre o público da banda...
Sanny:
Tem todo o tipo de pessoas, até gente que curti Metal, nem que seja só pra observar se a tocamos bem mesmo. Em geral é um público bem receptivo, a galera faz roda Punk, Mosh e olha que o nosso som não é punk. Cada show a galera está mais receptiva e fico muito feliz por isso.
B.C:
E os comentários que fazem após o show?
Sanny:
Após o show vem muita gente querendo tirar foto, conversar conosco, vem pessoas de outras bandas querendo ajudar dando algumas criticas construtivas. Eu prefiro ouvir criticas a elogios, por que os elogios me fazem pensar que estou bem sempre, mas as criticas me levam a querer melhorar cada vez mais. Na verdade tem mais pessoas que falam bem do que falam mal, pelo menos em nossa frente.
B.C:
E sobre o Malevah, como que surgiu?
Sanny:
Quanto ao Malevah, o Corvo, tem cinco anos que eu o conheço e também com o sonho de montar uma banda, sempre persistente ele. A baterista do Esmalthes começou a tocar no Malevah e a baixista já era, comecei a freqüentar os ensaios, aprender as músicas. A vocalista da banda saiu e numa brincadeira cantei a música Radical, eles gostaram e me colocaram como vocal da banda. Eu já havia feito uma participação especial na banda cantando com a ex-vocalista.
B.C:
E sobre as bandas de rock femininos em Cuiabá ou Mato Grosso...
Sanny:
Tinha a Lazy Moon, que tinha um som mais leve, uma pegada leve, distorção mais leve. Tenho um EP delas com cinco musicas, achei legal o trabalho, apesar de não ser algo de minha preferência. Por ser leve, elas faziam algo bem feito, tem também a Panimoral que é muito legal, a baixista também toca muito bem. A vocal é bem no estilo do Distillers, mais rasgado e tem uma baterista que manda muito bem, Vanessa o nome dela Panimoral, é muito boa.
B.C:
Quais são as vantagens e desvantagens de diversidade de influências?
Sanny:
Essa pergunta é difícil; a vantagem é que você não fica em um estilo só, o Esmalthes é Blues rock, Malevah é mais voltada para o Punk com várias pegadas e influências. Uma banda que a Juliana escuta muito é Steel Dragon , que é algo mais pesado. A Ane, vocalista gosta muito do System Of A Down, então você vai escutando o som de cada um, Thalita, que curti Metallica. Você começa a ter uma riqueza musical, não é só o que você escuta então essa é a vantagem que se tem. Agora a desvantagem não tem nenhuma, pelo menos até agora não, nossa banda é sempre bem unida, eles respeitam o som que eu escuto, eu sou mais diferente.
Meu único medo é com relação ao Malevah, de eu não estar conseguindo fazer o vocal que eles esperam meu vocal ta pesado, mas não é aquele vocal.
B.C:
Pelo que eu conversei com o Corvo até agora, ele falou que está muito satisfeito com seu vocal,e que é possível entender claramente o que esta sendo cantando, enfim, melhor possível. Eu particularmente pelo que vi, ta muito bom.
Sanny:
Até agora fiz só um show com a Malevah foi bem receptivo, o local tava bem cheio, as pessoas não saiam; apesar delas ficarem só analisando. Não é que nem no show do Esmalthes que o povo pula, grita, com o Malevah as pessoas ficam olhando, analisando. O Malevah tocou muito pouco, houve muita troca de integrante na banda, vocal, então que é mais complicado que até onde sei eu sou a terceira vocalista. A primeira tinha um vocal meio estranho, a Kelly eu gostava muito do vocal dela, sempre gostei e a agora sou eu a vocalista.
Quero agradecer a Sanny pela oportunidade e dizer que pra mim foi um privilegio poder acompanhar durante um tempo sua luta para poder montar sua banda e no dia em que vi o seu sonho realizado fiquei muito feliz por isso, sendo assim, continue assim firme, determinada como você sempre foi.


