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Superstar e a cena independente do Rock Brasileiro

Posted by Bruno Costa | Posted on 11:39

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Assistindo ao programa superstar, da Rede Globo, notei a presença de várias bandas famosas no cenário independente brasileiro. Bandas como Malta, Cw7, Fake Number, Instinto, The Fuzzcas, Depois Do Fim. The Cluster Sisters, entre outros.
O primeiro ponto a ser analisado é que havia me esquecido o quanto o underground brasileiro é rico em talento e criatividade. Foram bandas dos mais diversos estilos e regiões , agora o que chama a atenção é que mesmo elas fazendo um certo sucesso, gravando videoclipes e lançando EP´s ainda há credito da parte delas no mainstream.
Mas esse crédito talvez seja fruto da dificuldade em viver de música, mesmo com a era digital que  deu um ar de frescor para alguns artistas e também se tornou um verdadeiro assombro na vida das gravadoras. Um caso famoso foi com o Napster no começo dos anos 2000, o qual foi processado pelo por Lars Urich, baterista do Metallica pelo compartilhamento de suas musicas e mais recentemente no ano de 2012 o fim do servidor Mega Upload pelo mesmo motivo.
O boom da internet que parecia resultar no fim das gravadoras na verdade ofereceu uma nova opção ao mercado fonográfico com os downloads pagos, agora voltando ao meio independente é inegável que atualmente seja mais fácil montar uma banda, gravar  material e sair distribuindo por ai, isso se  deve claro, além da internet, ao aumento do poder aquisitivo da maioria da população brasileira que na época em que este que vos escreve era criança não era muito. Mas isso ainda não significa 100% de possibilidade de viver da musica para as bandas, por isso ainda acreditam nas gravadoras (apesar dos pesares). Honestamente meu único receio é que elas venham a se deslumbrar com o sucesso e por consequência acabarem por perder sua essência. Mas também é compreensível a vontade de viver , no sentido de ter a música, especialmente o maravilhoso Rock n Roll como meio de sustento.


Armazém Universitário-UFMT

Posted by Bruno Costa | Posted on 09:45

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Ontem , dia 24, aconteceu o primeiro dia do Armazém Universitário,  evento que ocorreu no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grasso (UFMT). Para quem aprecia livros antigos e discos vinis havia stands com com várias obras das consideradas clássicas. Além disso teve o show de Regina Rangel que fez um tributo a Raul Seixas, a apresentação começou com aproximadamente uma hora e meia de atraso, a vocalista inclusive comentou a respeito antes de tocar as musicas.
" Devido ao atraso vamos tocar somente 40 minutos, mas com o melhor de Raul  Seixas e quando a reitoria falar nós vamos parar por causa dos horário".
Mas isso não tirou o animo dos presentes que cantaram com bastante entusiasmo canções como Gitã e Metamorfose Ambulante, hoje segue o ultimo dia com o apresentação da banda Monocromatas. Em resumo o evento foi muito, a Regina mandou muito bem, mostrou segurança e domínio de palco. Mas o que quase prejudicou, foi mesmo o atraso, fora isso, estava tudo ok.


Protesto e arte na Alencastro

Posted by Bruno Costa | Posted on 09:52

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Ontem, estava andando rumo a mais um rolê e conversa com amigos na Praça Alencastro, quando saio do meu local de trabalho já começa a surpresa. Estudantes do Liceu Cuiabano estavam promovendo uma passeata pela Avenida a Getúlio Vargas no qual a principio eu não havia entendido, mas continuei a caminhada rumo a praça. Chegando la havia um bom numero de pessoas incluindo estudantes do Ensino Médio e da UFMT, militantes de movimentos políticos – estudantis, faixas e cartazes com frases contraria a repressão policial. O protesto era para lembrar o que ocorreu em 1964, que foi nada mais que um golpe militar que deu origem a um longo período ditatorial no Brasil. De la pra cá se passaram 50 anos e parece que muita coisa não mudou, alias o protesto não era somente por causa da ditadura daquela época, mas como também do que a policia militar de Cuiabá  estava fazendo com quem frequenta a praça em busca de um papo com os amigos e umas voltinhas de skate. Em meio ao clima de manifestação houve o momento do hip-hop com uma galera nota 10 em improviso, o cara do beat-box simplesmente arrasou,  houve também poesia socialista, que por sinal ficou bem bonita. Mas é claro que pelo fato do cara ter uma ideologia socialista particularmente não curti, não só o poeta, mas também vários que ali se encontravam.